Coração Esponsal
sábado, 5 de maio de 2012
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
O que sai do homem... Isso é o que o mancha! (Mc 7, 14-23))
"Ouvi-me todos, e entendei..."
Numa sociedade repleta de imagens como a nossa, existe sempre uma grande investida, uma grande esforço por parte de alguns com respeito a nossa aparência, no que tange as expressões da vaidade e a própria insatisfação com o hoje que vivemos. Em vista disso, grande também é a investida de alguns segmentos, até mesmo católicos, no intuito de combater essa atual tendencia contemporânea.
Verdadeiramente, hoje, há uma intenção de se desvalorizar o exterior, como sempre existiu desde a idade média, partindo da ideia de que, quando o exterior for esquecido, o interior será automaticamente favorecido, e enaltecido até. Ledo engano. Com o intuito de combatermos essa tal realidade de supervalorização do meu exterior, nos encontramos em uma outra situação não menos grave, que é a falsa supervalorização do interior. Como isso funciona?
À luz do evangelho, as pessoas deveriam se preocupar mais com o desenvolvimento de seu mundo interior, e se despreocuparem de seu externo pelo fato de sua natureza passageira. Mas hoje, infelizmente, há em nosso meio uma grande exibição daquilo que seria a humildade perfeita. Sendo na verdade uma humildade infundada. na qual o exterior é casto como se recomenda na Palavra de Deus, mas o interior é sujo como um túmulo. Sepulcros caiados... Jesus um dia disse isso, não foi?
O que sai do homem é o que verdadeiramente o mancha, não aquilo que está no seu exterior, visto que todas as coisas foram feitas por Deus, e para Ele foram criadas. Portanto tudo é d'Ele. Tudo é bom!!! o próprio Deus chegou a essa conclusão quando nos contemplou, quando reparou na nossa natureza.
É preciso rasgar o coração. Tirar dele todas as devassidões. Essa é a verdadeira mancha a ser limpa. Não o que o homem come, ou veste, visto ser este um símbolo bíblico, isso... isso não danifica o homem. Definitivamente.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Por causa da tua Palavra.... (Lc 5, 1-10)
O
medo é uma realidade inerente ao homem. Por muita vezes nos encontramos diante
de situações em que nossas estruturas parecem não suportar o solavanco que
estão sofrendo, e por isso temos medo. Medodo frio, medo do estranho, medo
daquilo que não conhecemos, medo da morte... temos medo! A mídia nos ensina a
ter medo. Desastres... assaltos...bandono... roubos... assassinatos. A vida,
hoje, parece querer amedrontar a todos e a querer que façamos aquilo que o medo
no impõe: desistir.
Contudo,
muitas vezes, desistir parede ser a única solução, a melhor coisa a fazer,
visto á termos nos esforçado ao extremo em busca da superação, ou esmo
autosuperação. Mas o que não podemos esquecer é que existe uma arma capaz de,
com eficácia, destruir qualquer tipo de medo na nossa vida. A confiança na
Palavra de Deus. Essa essência divina que é impressa em nós cada vez que Deus,
em sua infinita bondade e misericórdia, proclama sua Palavra sobre a vida de
cada um de nós. Quando encarna sua
Palavra em nossa vida.
Você
já parou para imaginar qual seja a palavra que Deus proclama para sua vida hoje?
Naquele
dia, muitas pessoas voltavam de seu trabalho no mar, como um dia qualquer em
que uns ganham e outros perdem. E justo ali estava, entre os que não ganharam
nada naquele dia, Simão, humilde, sem nenhum refinamento, que se encontrava sem
lucro, por não haver pescado nada. E como nada mais havia para ser feito, senão
consertar as redes, o barco agora era púlpito para um certo Jesus de Nazaré,
que pelo que aparentava, não entendia nada de pesca, já que se sabia ser ele
carpinteiro.
O
que será que Simão viu naquele olhar, que o convenceu a lançar as redes
novamente, visto ser ele mais experiente que Jesus, na área da pesca? O que
emana desse olhar, que o faz transcender das condições tortuosas que, às vezes,
nos encontramos, e nos faz ir além do que imaginamos, esperamos, acreditamos?
É
justamente essa Palavra encarnada, que expulsa do coração do homem toda e
qualquer situação de medo, angústia ou inexatidão. Crer na palavra que Jesus é o
primeiro passo para nos livrar de toda e qualquer situação desesperadora que
nos encontramos.
O
medo é a arma de satanás para ofuscar os nossos olhos, para não percebermos o quanto Deus pode e faz em
nossas vidas. O quanto Ele quer fazer hoje por cada um de nós. Basta que nos
abramos e nos deixemos convencer por esta Palavra e por Este olhar. O olhar de
Jesus.
“Talves
a vida seja uma onda de assombro, uma onda maior do que a morte. Não tenham
medo... Nunca!" (Beato João Paulo II)
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
O Precioso segredo do Amor Esponsal a Jesus
Existe um amor que sobrepuja todos os outros, de beleza indescritível, forte e dominante, que o autor de Cântico dos cânticos louva: "Quão formosa e quão aprasível és, ó amor em delícias" (Cant 7, 7). É este o amor que Jesus concede à alma esposa, e é este o amor da alma sincera por Jesus. É inacreditável e maravilhoso que haja tal amor, que Jesus possa nos amar tanto!
Em nossa mente fria e calculista, é mais fácil compreender que Ele tenha vindo como Redentor, porque nós, criaturas corrompidas pelo pecado, precisamos de um Redentor, e é natural que lhe agradeçamos por isto. Sabemos, também, que Ele veio como médico para curar as enfermidades da nossa alma e do nosso corpo. Revelou-se, ainda, como o Rei dos reis, o Senhor de todas as hostes de querubins e de bilhões de anjos, o Soberano, vestido de majestade e poder divino, cujo mandato demônios fogem e as forças da natureza se submetem. Por todas estas coisas os povos de todos os tempos têm feito ouvir a sua gratidão, sua adoração, louvor e honra a Jesus, seu Redentor, Salvador, Senhor e Rei.
Fica além de nossa compreenção, porém, que Ele queira ser não apenas Rei, Senhor, Redentor e Salvador, mas Esposo de almas tão pecadoras. Está além da nossa imaginação que Ele mesmo queira atar os elos de amor com a alma ferida pelo pecado, como fazia com Israel, o seu povo escolhido, ao dizer: "Eu te desposarei para sempre, eu te desposarei na justiça e no direito, no amor e na ternura. Eu te desposarei na fidelidade" (Os 2, 21-22). Jesus, o Cordeiro, quer unir-se à sua Esposa, à Noiva do Cordeiro. Ele quer firmar os laços de amor com cada uma daquelas almas por quem Ele se entregou. Este elo, no entanto, pressupõe amor total e mútuo.
Aquele que nos amou e nos ama tanto, quer possuir-nos completamente, e agora o seu amor pede que nos rendamos a Ele, junto com tudo que somos e temos, para que Ele possa ser o nosso "primeiro amor". Se lhe oferecermos algo menor do que este "primeiro amor", que comporta dar-se inteiramente, se lhe oferecermos algo secundário e não o amor que tem prioridade sobre todos os outros interesses da nossa vida, Ele não o poderá aceitar. Enquanto o nosso amor por Ele estiver dividido, enquanto permanecermos presos às criaturas, Ele não compreenderá nossa linguagem, uma vez que o único amor que Ele entende é aquele que se entrega plenamente, sem medidas, até a última consequência.
O amor que o Amado espera de sua esposa é aquele representado pelo relacionamento de uma noiva com seu noivo, isto é, um amor afetivo, atencioso, fiel, terno. Um amor exclusivo, que coloca o Amado sobre todos os outros amores e interesses, que lhe dá o primeiro lugar e que está sempre em busca de demonstrar este amor com incansáveis manifestações de carinho e afeto.
Jesus tem o direito de fazer essa exigência, porque não há outro como Ele. Ninguém é tão cheio de glória, de beleza real, de semblante encantador, como Ele. Ninguém deu a vida por nós, a não ser Ele. Seu amor é tão dominante, tão carinhoso, tão íntimo, tão vivo e forte, que nenhum outro amor lhe pode ser comparado. Ninguém ama tão exclusivamente e se dá com tanta fidelidade e cuidado como Jesus. Ele sabe o que nos pode condecer com o seu amor, ele sabe como pode tornar feliz uma alma humana, e é por isso que Ele tem mil vezes mais direito para dizer: "Quero tudo, quero seu corpo e seu afeto, quero seu sorriso e sua vida, quero todo o seu amor, quero o seu primeiro amor, pelo qual você deixaria para trás todas as criaturas e coisas terrenas, da mesma forma que uma noiva deixa de lado todos os outros desejos, o amor e o conforto da casa paterna, e se for necessário, sua terra natal, para unir-se completamente ao seu esposo".
Jesus, em seu amor por nós, mostra-nos o caminho, o mesmo que Ele mostrou ao jovem rico. Para alcançar o bem precioso do amor esponsal, da união íntima com o Amado, da vida eterna, é preciso vender alguma coisa, ceder alguma coisa, na realidade é necessário vender tudo. Isto é inevitável, porque o amor divino é amor total, não se entrega pela metade, se entrega até a morte.
O jovem rico saiu triste porque possuia muitos bens, seu coração era pesado e por mais que fosse "obediente" aos mandamentos, nele não existia espaço para o amor, que é uma realidade exigente. E até hoje, nós que cremos somos, muitas vezes, tristonhos e deprimidos, incapazes de conhecer a Sua grande alegria, porque nosso apego às coisas terrenas, às pessoas, à honra, à nós mesmos, impede que amemos a Jesus com um amor total. Pois o Noivo é dono de toda a alegria, pois foi ungido com o óleo da felicidade como nenhum outro (Cf. Sl 45,7).
Jesus está diante de nós como alguém que suplica. Ele exige o nosso amor, quer ter domínio total sobre nós. Quer receber de nós o amor que na cruz nos deu. Não porque o seu amor não seja gratuito, mas porque sabe que nada pode nos dar mais felicidade que amá-lo dessa forma. Uma noiva não sente-se feliz e realizada ao render-se completamente, entregando seu corpo e sua vida, àquele que ama ? Então, como não se sentirá uma alma que se deu completamente a este Amor que queima até as entranhas e que é mais forte que a morte ? Seu amor é zeloso, porque é imenso e muito forte (cf. Ex 34, 14).
Possessão divina - que expressão bendita ! Deus tomou posse de mim, dominou-me por completo, conquistou-me por inteiro, amando-me tanto que não se deu por satisfeito até que eu me desse total e completamente a Ele. Pode existir felicidade maior que esta ? A Amado do cânticos dos cânticos não teme em afirmar que não, uma vez que "os amores" do Amado são mais deliciosos que o vinho dos prazeres.
Em nossa mente fria e calculista, é mais fácil compreender que Ele tenha vindo como Redentor, porque nós, criaturas corrompidas pelo pecado, precisamos de um Redentor, e é natural que lhe agradeçamos por isto. Sabemos, também, que Ele veio como médico para curar as enfermidades da nossa alma e do nosso corpo. Revelou-se, ainda, como o Rei dos reis, o Senhor de todas as hostes de querubins e de bilhões de anjos, o Soberano, vestido de majestade e poder divino, cujo mandato demônios fogem e as forças da natureza se submetem. Por todas estas coisas os povos de todos os tempos têm feito ouvir a sua gratidão, sua adoração, louvor e honra a Jesus, seu Redentor, Salvador, Senhor e Rei.
Fica além de nossa compreenção, porém, que Ele queira ser não apenas Rei, Senhor, Redentor e Salvador, mas Esposo de almas tão pecadoras. Está além da nossa imaginação que Ele mesmo queira atar os elos de amor com a alma ferida pelo pecado, como fazia com Israel, o seu povo escolhido, ao dizer: "Eu te desposarei para sempre, eu te desposarei na justiça e no direito, no amor e na ternura. Eu te desposarei na fidelidade" (Os 2, 21-22). Jesus, o Cordeiro, quer unir-se à sua Esposa, à Noiva do Cordeiro. Ele quer firmar os laços de amor com cada uma daquelas almas por quem Ele se entregou. Este elo, no entanto, pressupõe amor total e mútuo.
Aquele que nos amou e nos ama tanto, quer possuir-nos completamente, e agora o seu amor pede que nos rendamos a Ele, junto com tudo que somos e temos, para que Ele possa ser o nosso "primeiro amor". Se lhe oferecermos algo menor do que este "primeiro amor", que comporta dar-se inteiramente, se lhe oferecermos algo secundário e não o amor que tem prioridade sobre todos os outros interesses da nossa vida, Ele não o poderá aceitar. Enquanto o nosso amor por Ele estiver dividido, enquanto permanecermos presos às criaturas, Ele não compreenderá nossa linguagem, uma vez que o único amor que Ele entende é aquele que se entrega plenamente, sem medidas, até a última consequência.
O amor que o Amado espera de sua esposa é aquele representado pelo relacionamento de uma noiva com seu noivo, isto é, um amor afetivo, atencioso, fiel, terno. Um amor exclusivo, que coloca o Amado sobre todos os outros amores e interesses, que lhe dá o primeiro lugar e que está sempre em busca de demonstrar este amor com incansáveis manifestações de carinho e afeto.
Jesus tem o direito de fazer essa exigência, porque não há outro como Ele. Ninguém é tão cheio de glória, de beleza real, de semblante encantador, como Ele. Ninguém deu a vida por nós, a não ser Ele. Seu amor é tão dominante, tão carinhoso, tão íntimo, tão vivo e forte, que nenhum outro amor lhe pode ser comparado. Ninguém ama tão exclusivamente e se dá com tanta fidelidade e cuidado como Jesus. Ele sabe o que nos pode condecer com o seu amor, ele sabe como pode tornar feliz uma alma humana, e é por isso que Ele tem mil vezes mais direito para dizer: "Quero tudo, quero seu corpo e seu afeto, quero seu sorriso e sua vida, quero todo o seu amor, quero o seu primeiro amor, pelo qual você deixaria para trás todas as criaturas e coisas terrenas, da mesma forma que uma noiva deixa de lado todos os outros desejos, o amor e o conforto da casa paterna, e se for necessário, sua terra natal, para unir-se completamente ao seu esposo".
Jesus, em seu amor por nós, mostra-nos o caminho, o mesmo que Ele mostrou ao jovem rico. Para alcançar o bem precioso do amor esponsal, da união íntima com o Amado, da vida eterna, é preciso vender alguma coisa, ceder alguma coisa, na realidade é necessário vender tudo. Isto é inevitável, porque o amor divino é amor total, não se entrega pela metade, se entrega até a morte.
O jovem rico saiu triste porque possuia muitos bens, seu coração era pesado e por mais que fosse "obediente" aos mandamentos, nele não existia espaço para o amor, que é uma realidade exigente. E até hoje, nós que cremos somos, muitas vezes, tristonhos e deprimidos, incapazes de conhecer a Sua grande alegria, porque nosso apego às coisas terrenas, às pessoas, à honra, à nós mesmos, impede que amemos a Jesus com um amor total. Pois o Noivo é dono de toda a alegria, pois foi ungido com o óleo da felicidade como nenhum outro (Cf. Sl 45,7).
Jesus está diante de nós como alguém que suplica. Ele exige o nosso amor, quer ter domínio total sobre nós. Quer receber de nós o amor que na cruz nos deu. Não porque o seu amor não seja gratuito, mas porque sabe que nada pode nos dar mais felicidade que amá-lo dessa forma. Uma noiva não sente-se feliz e realizada ao render-se completamente, entregando seu corpo e sua vida, àquele que ama ? Então, como não se sentirá uma alma que se deu completamente a este Amor que queima até as entranhas e que é mais forte que a morte ? Seu amor é zeloso, porque é imenso e muito forte (cf. Ex 34, 14).
Possessão divina - que expressão bendita ! Deus tomou posse de mim, dominou-me por completo, conquistou-me por inteiro, amando-me tanto que não se deu por satisfeito até que eu me desse total e completamente a Ele. Pode existir felicidade maior que esta ? A Amado do cânticos dos cânticos não teme em afirmar que não, uma vez que "os amores" do Amado são mais deliciosos que o vinho dos prazeres.
Sou Vossa
(Santa Teresa de Jesus)
Vossa sou, para Vós nasci,
Que quereis fazer de mim?
Soberana Majestade,
Eterna Sabedoria,
Bondade tão boa para a minha alma,
Vós, Deus, Alteza, Ser Único, Bondade,
Olhai para a minha baixeza,
Para mim que hoje Vos canto o meu amor.
Que quereis fazer de mim?
Vossa sou, pois me criastes,
Vossa, pois me resgatastes,
Vossa, pois me suportais,
Vossa, pois me chamastes,
Vossa, pois me esperais,
Vossa pois não estou perdida,
Que quereis fazer de mim?
Que quereis então,
Senhor tão bom,
que faça tão vil servidor?
Que missão destes a este escravo pecador?
Eis-me aqui, meu doce amor,
Meu doce amor, eis-me aqui.
Que quereis fazer de mim?
Eis o meu coração,
que coloco em Vossas mãos,
com o meu corpo, minha vida, minha alma,
minhas entranhas e todo o meu amor.
Doce Esposo, meu Redentor,
para ser Vossa, me ofereci,
que quereis fazer de mim?
Dai-me a morte, dai-me a vida,
a saúde ou a doença
dai-me honra ou desonra
a guerra, ou a maior paz,
a fraqueza ou a paz plena,
a tudo isso, digo sim:
Que quereis fazer de mim?
Vossa sou, para Vós nasci,
Que quereis fazer de mim?
(Fonte: arquivo formativo: Comunidade Católica Shalom)
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